quinta-feira, 26 de maio de 2011

O ônibus...

Olá... como vai você?! (Pc Siqueira influenciando)

Depois de quase Dois meses sem me comunicar com vocês caros leitores, volto hoje a contar um fato muito engraçado, constrangedor, aterrorizante e marcante na vida de quem utiliza o transporte público de nossa querida cidade.

Sabemos que vida de universitário não é fácil. Cada dia uma nova experiencia é adquirida, mesmo que seja marcante e traumatizante. Como não gosto de falar da vida alheia (HA HA) me colocarei como exemplo e narrarei um fato que marcou minha vida no dia de ontem 26 de maio de 2011.

Ao sair da faculdade após quatro aulas puxadas que me forçaram a utilizar cada neurônio que ainda me restam, combinei com os amigos de irmos juntos para o ponto de ônibus como era de costume faz todos os dias.

Dai em diante começa a grande aventura. Sempre... não to generalizando... Sempre acontece um fato engraçado que torna nossa volta para casa algo fora do comum. Uma grande amiga se que reclama até do ar que respira (vou manter as identidades em oculto para que a vergonha não seja exposta ainda mais, e eu não apanhe assim que ela ler isso), um louco apaixonado que vai se casar em alguns anos (não sou contra casamentos, mas... acho que é muita doideira se casar tão cedo... enfim...), e eu que nada certo sou.

Tudo começa quando descemos as escadas da faculdade que é um tumulto só. As pessoas teimam em andar de forma bem lenta, as vezes degustando seu tabaco e distribuindo de forma gratuita a fumaça do demônio que somos obrigados a inalar. Fora a guerra de perfumes e cabelos chapados e quimicamente tratados que engolimos com maestria. E outros detalhes que são tão vergonhosos como: encoxadas, cantadas sem noção, celulares com “música” alta, empurra empurra e falta de educação em geral.

Logo no fim da escada encontramos um “sinal” que controla a travessia dos pedestres, que sofrem com a má educação do transito brasileiro. Porem ao se abrir o sinal as pessoas param e fazem fila!! Estamos no primário e eu não to sei disso? Se não for mau educado, você fica para trás até que o sinal se abra novamente.

Ao atravessar, encontramos uma outra avenida que nos separa do tão amado ponto de ônibus. A louca da minha grande amiga resolve dar uma de espertinha e atravessa a avenida cheia de rasão porem sem nenhuma coerência. Os motoristas buzinam feito loucos! Ela no meio da avenida não sabe o que faz. Se continuar ela morre, se ficar parada ela apanha. É um caso sério! O mais engraçado que a nossa reação ao ver isso foi de cair na risada e esperar uma atitude dela, até que uma alma caridosa deu espaço para ela passar. Confesso que se fosse eu ou meu outro amigo, teríamos morrido... mas como estamos falando de uma linda moçoila atravessando a rua e um tarado dirigindo, cenas assim acontecem.

Enfim chegamos ao ponto de ônibus …..

Como de costume todos esperam que eu faça alguma gracinha. Como um bom palhaço que sou começo a soltar algumas pérolas. Rindo, felizes e alegres nos deparamos com três ônibus que vão direto para o nosso destino, que é o terminal de itaparica. Um lugar fantástico que de tão bom, centenas de pessoas passam por ele todos os dias.

Os ônibus se aproximam! Ai vem a dúvida e a contenda no grupo... em qual nós iremos? É engraçado e curioso como sempre seguimos ela, não sei que tipo de influencia ela usa, mas consegue sempre nos driblar e manipular para a seguirmos.
A dúvida ainda pairava sobre nós. Porem logo foi respondida: Vamos no que está mais vazio! Pena que as dezenas de pessoas que também estavam no ponto obtiveram a mesma ideia. Sempre digo para essa minha amiga: Pensa baixo, as pessoas aqui no ponto tem ou tem poderes ou pacto com o cão, por que sempre que pensamos elas já realizam nosso pensamento.

Muito “vucu vucu” para penetrar no ônibus (sim, penetrar mesmo... é tão apertado fedorento e quente, que prefiro não terminar de explicar a piada). Até que sobrava um pouco de espaço. Todos se alocaram de modo que o ônibus pudesse seguir sua viagem “tranquilamente” (ledo engano). Nós, que estávamos espremidos na porta e achávamos que não poderia ficar pior, tivemos uma visão do inferno.

Um ponto a frente avia no mínimo umas 30 pessoas sedentas pelo calor humano que havia dentro do ônibus. Não tinha outra explicação para isso. O empurra empurra foi maior, as pessoas não se importavam com o corpo alheio. Confesso que fiquei em situação tão constrangedora que tenho a certeza de que daqui a 9 meses serei papai. Uma Senhorita não se importou de alocar suas nádegas onde não imaginava que ela teria coragem. Sim caros leitores fui estuprado.... (pausa dramática) levei uma surra de bunda!

Minha amiga não tinha onde segurar. Bastava uma freada brusca para ela voar livremente pelo para-brisa do ônibus. O outro amigo espertinho, conseguiu um local seguro e confortável bem atrás da cadeira do motorista, que desconfiado de seus movimentos não tirava o olho do pobre rapaz que só buscava segurança para seus órgãos genitais e orifícios.

O calor humano era tamanho que as pessoas se abanavam, como se isso fosse diminuir alguma coisa. Muito pelo contrário, só espalhava mais ainda doenças respiratórias. Pude senti isso na pele. Tudo que parecia estar ruim piorou. No ultimo ponto antes do terminal, a quantidade de gente que esperava por um “expresso pro inferno” are espantosa.

O motorista sábio tentou usar uma estratégia para que os de fora não entrassem. O espertinho pediu que todos se aglomerassem na porta do “buzu”, como se isso já não estivesse acontecendo. Mas para não sermos apertados ainda mais, obedecemos os comandos do sábio senhor e nos esprememos na porta. Mas para nossa sorte o destino resolveu mostrar as garras. Em frente ao ponto havia um sinal, e esse estava vermelho para nosso desespero. O povo se juntou na porta e batia no vidro gritando como zumbis desesperados por um cérebro. Até tentamos avisar que estava muito cheio, mas nenhum acordo foi feito o que eles queriam era apenas entrar no ônibus e ir para seus lares não importa-se como.

Não tínhamos mais argumentos para impedir a entrada do povo. O que estava apertado passa a ficar insuportável. As pessoas se espremiam para passar umas pelas outras. Eis que surge a contenda. Uma rapaz que já se encontrava dentro do ônibus gritava: Pow tá vindo outro buzão lá atrás!! e uma menina de fora do ônibus retrucava: Então desce você e pega ele!!

Foi o inicio do meu martírio. Não sabia se tentava amenizar a briga ou se botava lenha no fogo, por que graças a esse menina o ônibus não saia do lugar devido a ela estar na porta impedindo do motorista a fechar, o que deixou o rapaz mais furioso ainda.
Ele gritou: Vai motô segue o caminho!
E Ela retrucou: segue com a porta aberta que assim que chegarmos te denuncio.

O motorista com medo de ser delatado não toma nenhuma atitude, o que deixa todo interior do ônibus ouriçado. Gritos, xingamentos, contendas, risos (da minha parte) foram tomando conta do ambiente apertado como sardinha. Numa brecha que foi aberta a menina que atrapalhava a viagem, consegui se encaixar na tortura móvel. Mas não parou por ai a briga entre os dois...
Ele: qual é mano de que bonde tu é?!
Ela esperta não falou nada por que o clima havia ficado pesado para seu lado. Eu não parava de pensar: Jesus me tira daqui... é hoje que vou participar de um tiroteio dentro de um ônibus. Vou morrer tão jovem!

Enquanto pensava ensaiava alguns movimentos que possivelmente me livrariam de balas perdidas que poderiam se encontrar justamente no meu corpo. As pessoas me olhavam de cara torta provavelmente pensando que era um doido. Minha amiga ria como louca, vendo meus passos quase perfeitos. O outro lá feliz e alegre na segurança das costas do motorista.

Confesso que fiquei tentado a soltar um peido... já tava na merda o que custava tentar e ver o sofrimento alheio assim como estava sofrendo. Mas fiquei com pena de alguns trabalhadores que sofrem o dia todo e não tem como voltar pra casa a não ser por todo esse transtorno que faz parte do nosso dia a dia.

A cada curva era uma aventura. As pessoas nem precisavam segurar mais em nada. Devido a quantidade de gente e a falta de espaço, as pessoas se encaixavam como pecinhas de um quebra-cabeça, de forma que ninguém se mexeria. Num movimento brusco de uma figura misteriosa ao meu lado, todas as minhas moedas que estavam na minha mão para pagar a passagem (malditas moedas) são jogadas no chão. O desespero aumenta quando olho para o chão e não vejo nada a não ser pés.

Uma dica dou a você leitores. NUNCA!! repito... NUNCA leve o dinheiro contadinho para pagar a passagem, ainda mais se o dinheiro estiver em moedas. Com muita sorte elas cairão no chão e você será obrigado a baixar e catá-las com posições constrangedoras, como foi o meu caso.

Ao chegar no terminal, todas as moedas estavam seguras em minha mão e contadinhas, passagem garantida! As postas se abrem como um corpo estranho, as pessoas são expelidas do ônibus sem nenhuma preocupação. O que vale é correr e pegar o outro ônibus que já está prestes a sair. Uns cinco minutos para sair do ônibus foram computados. Como se nada tivesse acontecido elas saem e continuam suas vidas, prontas para uma nova aventura.

Pra mim, isso é alem de ser uma vergonha, uma aventura a cada dia, uma nova piada e pauta, para outros desrespeito, vergonha, sofrimento e descaso.

Espero que com esse pequeno texto que não vai ajudar em nada, nossas autoridades tomem providencias para um possível melhoramento de agilidade e conforto de nossos transportes públicos seja levado em consideração.

E para a moça que tive uma relação quase sexual dentro do ônibus, daqui a nove meses quero um exame de DNA. Você deve ter se esfregado no mínimo em mais uns vinte homens alem de mim. Foi marcante para mim, mas iai foi bom para você?!


Kkkkkkkk

abraço a todos os leitores
sem vocês eu não sou nada!